Posted: November 3rd, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | Tags: foto | 1 Comment »

Surpreendente essa do fotógrafo Holger Pooten. Pelo que entendi ele tem um trabalho extenso com publicidade e, portanto, essa linda imagem pode muito bem ter sido produzida para alguma marca dizer alguma bobagem.
Mas, isolada assim, sem logo, essa foto me diz muita coisa que não bobagem. O homem sempre absorto em sua rotina, que não é afetada nem mesmo pelas chamas. Tomando seu café da manhã “como se fosse um príncipe”, ainda que todo o resto esteja pra acabar.
Até quando?
Posted: October 27th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | 3 Comments »

a alma viajando no bolso do casaco. a alma fora de casa. sozinha pelo mundo, perdida pela vida. deixa o grande vazio pra trás, traz a alma de volta pra casa.
uma série de fotos da foto da mawá viajando pela patagonia, por mim, maca.
Posted: September 8th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | Tags: celular | 1 Comment »

Passeia pela cidade. Vê as caras, vê os caras. É tudo borrão. Pouca luz no diafragma. Pouca luz nessa manhã de chuva – em que o dia sequer teve o trabalho de nascer. Observa toda a gente, mas fica sabendo que focar pra ver o outro é achar nele você. Enxergar pra fora, às vezes, é enxergar-se.
Posted: August 26th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | Tags: absurdo | No Comments »

“pintura” e foto – maca
Posted: August 14th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | No Comments »

- caligrafia do maca / kirie (recorte) da Dani Mochida.
Posted: August 12th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | Tags: fim, the end | 4 Comments »

E se tudo terminasse hoje. E terminasse assim? Aquele amor, aquela dor, aquele olhar. Se hoje fosse o último dia, você gostaria de saber que é ou melhor se fosse mais um desses dias? Se hoje fosse o fim de algo, mas não de tudo, de que seria: o fim do tempo que nos resta ou o fim daquilo que nos falta?
Posted: August 7th, 2009 | Author: maca | Filed under: alma | Tags: amor, borboleta, carta, rasura | 1 Comment »

toda vez que uma carta de amor é rasurada, uma borboleta morre.
Posted: July 29th, 2009 | Author: maca | Filed under: alma | Tags: maquina de escrever | 3 Comments »

sejamos maiúsculos. a vida está cheia de caixas-altas. nós podemos escrever outras histórias. bonitas também. serifas são os espinhos das letras.
Posted: July 24th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | 1 Comment »

Triste ter de te dizer, mas não temos mais heróis. Os dos quadrinhos que sobreviveram são, dentre os heróis, os mais humanos: “Batman – um cara como outro qualquer, cheio de problemas psicológicos 1 x 0 Super-homem – à prova de balas, com super força, visão de raio x, y e z”.
Na vida real, nenhum herói teve a mesma sorte. Os ídolos morreram como morremos todos, sem mais nem menos. Ficaram seus legados, mas os heróis mesmo não temos mais.
Não há uma grande bandeira sendo asteada. Será que é o efeito “cauda longa”? Que não teremos mais 1 herói das massas e sim centenas de heróis divididos por gostos e segmentos. Os heróis do grafite, os heróis da arquitetura, os heróis da pesca-mortal de caranguejos gigantes no Alaska?
Ainda assim, me sobram lacunas. Há urgência de dizermos alguma coisa, de reagirmos a algo. Mas a vida anda tão, mas tão difícil que não há contra o que reagir. Não há uma só guerra que nos cerque, uma ditadura, nem a crise deu a chance de nos unirmos contra algo.
Todas as causas são individuais. Não há mais heróis porque não há mais vilões. Tudo o que há somos nós. E o que somos nós?
(estudo caligráfico por mim, maca – escaneado mal e porcamente e sem nenhum tratamento de imagem).
Posted: July 9th, 2009 | Author: maca | Filed under: Uncategorized | Tags: Maca | 3 Comments »
Do coração partido. Da frieza. Da espada. Da esperança, despedaçada. Urgências da vida.
Pequenas, desprezíveis, aborrecidas urgências. Urgência dos din-dons das campainhas tilintantes. Urgências dançantes em festas que, como tiros, soam festim. Urgências em CAPS LOCK, salgadas. Urgência triste, urgência sozinha, urgência calada.
Urge o belo. Urgem as flores. A astronomia, as constelaçoes, os astrolábios e os signos urgem em unissono pelo universo. Urgem os unguentos loucos pra sarar. Os curandeiros. A grama macia.
Urgentes são as notas silenciosas e os grilos musicais.
A urgência toca nas rádios a caminho do trabalho. No primeiro choro da vida, no eco dos últimos passos. Nos muros brancos e altos com topos eletrificados. Nos amores que pulamos como muros.
E alí está ela, nos urgentes avisos de atar cintos que se apertam pelos vôos dos céus.
Urgência dos horários. Dos raios que o partam. Urgências dos mares que não podemos entrar quando chove trovão. Urgência de tomar a chuva que estivemos evitando durante a vida inteira. Urgência de sermos feios, e daí? E de sermos ingênuos. Urgência de sermos enganados porque enganados nos sentimos humanos.
Urgência de voltar pra casa contigo. E sentir teu olhar que vem do outro banco. E a urgência distante do chiados dos pneumáticos mal calibrados no asfalto molhado. Urgência do próximo semáforo estar fechado para que passemos, assim, mais um semáforo juntos nessa vida.
E das cartas, então? Urgência que vem já carimbada. URGENTE. Os envelopes trazem as frases bonitas e as vezes os adeus. Urgência do abraço. E do carinho. Urgência da vida, porra. De ralar-se na aspereza, não é Cecília? De fazer samba e amor até mais tarde, não é Chico? Urgência desse conhaque e dessa lua colocarem a gente comovido, não é Carlos?
Urgência de parar de se passar por alguém. De estar em função de algo que não é a gente de verdade: trabalho, vício, livro, filme, carro, CEP, cor – o stop da vida moderna.
Urgência de trocar os verbos. De definir-se pelo que se é e não pelo que se tem. Urgência de te dizer que vim. E que não posso ter vindo assim à toa.